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Por novo centro, Nunes pretende doar terminal Princesa Isabel a Tarcísio

A Prefeitura de São Paulo vai enviar nesta quarta-feira (27) um projeto de lei para a Câmara de Vereadores que permite a doação do terminal Princesa Isabel, no centro da capital paulista, ao governo do Estado.

Por Redação em 27/03/2024 às 11:00:13

A Prefeitura de São Paulo vai enviar nesta quarta-feira (27) um projeto de lei para a Câmara de Vereadores que permite a doação do terminal Princesa Isabel, no centro da capital paulista, ao governo do Estado. O anúncio será feito em evento de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas no Museu das Favelas, no qual darão o pontapé inicial para o projeto que pretende levar a sede administrativa do governo para a região de Campos Elíseos, com o objetivo de revitalizar o coração da cidade. A ideia é deixar nas mãos da gestão Tarcísio todo o complexo que envolve o terminal Princesa Isabel — local de partida e chegada de 18 linhas de ônibus que atendem o centro e demais regiões da capital.

Além disso, o governador e o prefeito também vão emitir a Declaração de Utilidade Pública (DUP) de imóveis públicos e privados que estão na área que deverá ser ocupada pelo novo centro administrativo. A medida, que já estava sendo preparada por ambos desde o fim do ano passado, tem como objetivo liberar, por meio da desapropriação, prédios e casas para que sejam usados como equipamentos públicos no projeto. O decreto deve valer pelos próximos cinco anos. Segundo fontes do Palácio dos Bandeirantes e da Prefeitura de São Paulo, as desapropriações devem acontecer em três frentes: serão pedidos, em listas diferentes, imóveis públicos, particulares e aqueles que estão com IPTU atrasado há mais de cinco anos e estão abandonados. Um exemplo do que deve ser pedido, no caso dos prédios públicos, são imóveis da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Um interlocutor que está cuidando diretamente do assunto afirma que são várias casas fechadas, no centro da cidade, que pertencem à Santa Casa e estão sem uso.

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O governo de São Paulo afirma que, atualmente, as secretarias e fundações ocupam cerca de 60 edifícios espalhados pela capital. A ideia é unir todos esses prédios em um único complexo. A estimativa é que 22 mil servidores públicos atuem no novo local. Já a atual sede do governo, o Palácio dos Bandeirantes, deve ser mantida como residência oficial do governador e também como sede do Acervo Artístico-Cultural.