13/11/2017
Fraternos: Braço direito de Robério e Cláudia nas licitações de Porto Seguro tem cargo na prefeitura de Itamaraju

Não é segredo pra ninguém que os investigadores da Policia Federal através da Operação Fraternos estão vasculhando os negócios da Trios Axé & Cia, bastante conhecida no mercado de aluguel de trios elétricos para o Carnaval da Bahia. A empresa pertence à prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira (PSD), mulher do prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira (PSD), suspeitos de liderar um esquema de corrupção que desviou R$ 200 milhões dos cofres públicos.

O que também é público são as ligações do casal Robério e Claudia com a prefeitura de Itamaraju através do Prefeito Marcelo Angênica (PSDB) e seu vice Téa Pires (PRTB) conhecido pela sua atuação como produtor de eventos na região.

Era de se esperar que houvesse alguma influência de Robério na prefeitura de Itamaraju, mas não que esta fosse tamanha ao ponto de resultar na indicação de cargos na gestão. As ligações perigosas entre eles apontam que é indicação de Robério a nomeação do Supervisor Geral do Portal da Transparência, Carlos Renato Antunes, conhecido como "Renato".

           

Nessa função, o membro da cúpula "Roberiana" é o responsável por controlar todas as informações de receitas e despesas da gestão municipal, bem como por "filtrar" as informações que ficam disponíveis ao cidadão, fazendo a "triagem" do que pode ou não pode ver quem acessa o Portal da Transparência.  O cargo permite a Renato observar em tempo real todas as ações da gestão municipal em Itamaraju, incluindo acesso total às despesas, receitas e demais atos restritos.

Quem é Carlos Renato

Carlos Renato Nunes é funcionário antigo da prefeitura de Porto Seguro. Desde a gestão de Jânio Natal ele atua no setor de licitações. Conhecido por saber os "caminhos" dos processos licitatórios municipais. Renato fez parte da comissão de Licitação daquela cidade até o início da gestão de Marcelo Angênica, onde teria sido escalado por Robério para ocupar a importante função na prefeitura de Itamaraju.

Renato também em investigado pela Justiça Federal que o acusa de ter praticado enriquecimento ilícito, quando na função de presidente da comissão de licitações teria causado prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública na execução de um convênio com o Ministério das Comunicações no valor de 217 mil reais. O recurso seria utilizado na implantação do Programa de Inclusão Digital, com a criação de três telecentros comunitários no município.

Renato também mantém um relacionamento com uma assessora do governo de Angênica, a ex-candidata a vereadora Cintia Silva, sendo também enquadrado em mais um dos diversos casos de nepotismo existente na prefeitura municipal de Itamaraju.

Além de sócios em negócios ilegais no extremo sul baiano, especialmente na área de eventos, Téa é apontado por participação direta no desvio e responde a 9 ações civis públicas e ações penais onde nas três prefeituras foram acusados da prática de improbidade administrativa, com superfaturamento do eventos realizados nessas cidades.

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