03/04/2018
“O sexo esfriou no casamento”. O que fazer?


Esta coluna, que foi reescrita, se baseou num caso clínico (análise breve), envolvendo uma paciente com problemas sexuais na relação conjugal, onde seu marido a traiu, e, além disso, o sexo “esfriou”. 

A paciente x possuía um conflito: a relação sexual entre ela e seu marido estava “em baixa”, por parte dele. Havia três meses sem sexo... Além disso, o seu parceiro estava a traindo com outra. Ela queria saber o que fazer?

Durante a análise breve foi cogitada a possibilidade de a paciente dialogar com o marido sobre o assunto. Isso foi feito. Depois, no consultório, ela falou que ele afirmou que a amava, e que a sua traição só era por sexo. Propôs que permitisse “suas escapulidas”, pois gostava de orgia (ele com muitas mulheres). Diante de tal proposta, a paciente perguntou ao psicanalista se poderia o perdoar e aceitar a sua “oferta”. Foi respondido que ela tinha que analisar se valia a pena ficar ou não com ele, e se existia amor entre ambos. Mas para isto, ela não poderia se apegar a valores religiosos nem morais vigentes. Tinha que separar sexo, amor e religião.   

Diante da intervenção do analista, a paciente questionou se era possível alguém amar e trair? Foi respondido que sim, pois o ser humano também é animal, possui hormônio sexual, principalmente o gênero masculino, que possui mais testosterona do que a mulher. Quando um indivíduo casado, que ama a sua esposa, trai, na maioria das vezes, é por uma questão hormonal. Mas foi dito que ela tinha o poder de escolha: aceitar ou não a proposta dele.  

Na metade da análise breve, a paciente ainda permanecia muito confusa, sem se entender com seu marido, pois o amava e o queria só para ela. Dai foi levantada uma hipótese: propor ao seu marido que, ao invés dele a trair, por que não a inclui-la em alguns de seus desejos sexuais (o dele), com o objetivo de não destruir um casamento!

Dias depois, a paciente bem melhor, menos confusa, afirmou que ela e seu conjugue tinham feito um acordo, pois existia amor entre os dois: seu parceiro não iria mais trai-la, mas como gostava de fazer sexo com várias mulheres durante a relação sexual entre os dois, haveria filmes e vídeos pornográficos, podendo também se masturbar (ele). Essa estratégia estava funcionando.

Portanto, quando o sexo esfriar, que é normal, mas se existir amor (um conjunto de coisas) entre o casal, é importante realizar acordos para que a relação melhore, mesmo que gere contradições com convicções morais ou religiosas.    

● Por André Luiz Alves de Souza

● É psicanalista. Atende na Clinica Fisioderm. Cel.: 73 99973.6482 (Vivo-com whatsApp); 73 98829.7602 (Oi).  

● É professor concursado.

● É psicopedagogo.

● É licenciado em Filosofia; pós-graduado em Psicopedagogia; formado, clinicamente, em Psicanálise.

● É professor de cursos para concursos e convidado de faculdades.

 ● Licenciatura incompleta em Matemática.

● Escreve para o blog: http://comportamentoesociedade.zip.net.   

● Críticas, sugestões de temas, títulos e assuntos: drandresouza@hotmail.com.

 

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